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Infância Roubada

Ana Stoppa

Riflessioni

Vejo a infância roubada
Diante do labor precoce
Vidas tenras subjugadas
Da dignidade afastadas

Vejo os meninos carvoeiros
Enxugar salgadas lágrimas
Sufocados pela fumaça
Dos fornos que vidas caça

Vejo as máscaras negras
Dos resquícios de carvão
Tingir dos meninos a face
Dor, covardia e opressão

Vejo o trabalho infantil
Campear Brasil a dentro
Aliciando os pequeninos
Amargando- lhes o destino

Vejo o suco da fruta
Que a vitamina esbanja
Amarelar os meninos
Na colheita da laranja

Vejo a vida em debate
Explorando os meninos
Nas colheitas do cacau
Para fazer o chocolate

Vejo a miséria e o horror
Arrastar vidas precoces
Para os becos da solidão
Na lama da prostituição

Vejo meninos perdidos
Nos semáforos das vias
Divorciados da alegria
Esmolando dia a dia

Vejo o descaso das portas
Emperradas pelos trincos
Nas indiferenças veladas
Por esta gente segregada

Vejo pais desesperados
E a esperança dormente
No berço da indiferença
O fenecer da consciência

Vejo a morte prematura
Na supressão da saúde
Arrastar corpos precoces
Para a frieza dos ataúdes

Vejo anjos que pranteiam
Nos distantes rincões
Obrigados a trabalhar
Em precárias condições

Vejo os meninos sonhar
Com saúde e brinquedos
Para acordar tristonhos
Na opressão e no medo

Vejo meninos que gritam
Pedindo amor e carinho
Vejo os meninos jogados
Nos frios becos sozinhos

Vejo o gato atravessador
Arrebatar muitos meninos
Do seio das pobres famílias
Para roubar- lhes o destino

Vejo os carvões do medo
O ácido do sumo da vida
Escurecer o infinito anil
Na dor do labor infantil.

Ana Stoppa | Poesia pubblicata il 28/05/13 | 3073 letture

 
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Nota dell'autore:

«Poema escrito para refletir sobre o tema - " 12 de Junho - Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil", Lamentavelmente uma realidade em várias
regiões do planeta.
Nota 2. Gato: Na linguagem popular o aliciador de mão de obra.
Ataúde: Urna funerária.
»

 

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Ana Stoppa ha pubblicato in questo sito:
 Le sue 14 poesie

La prima poesia pubblicata:
 Amigo (10/12/10)

L'ultima poesia pubblicata:
 Sem sentido (03/04/16)

Una proposta:
 Pioggia della Vita (20/04/15)

La poesia più letta:
 Angústia (21/02/11, 6140 letture)

  


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